Hoje, dia 27 de junho, comemora-se o dia Internacional da Pessoa Surdocega (International Day of Deaf-blind).

A data faz referência ao nascimento de Helen Keller (1880-1968), escritora, conferencista e ativista social estadunidense, que nasceu nesta data.

Ela ficou surda e cega quando tinha apenas 1 ano e meio de vida em decorrência de uma doença. Hoje acredita-se que foi devido a uma meningite.

Ela foi a primeira pessoa surdocega a conquistar o bacharelado.

Famosa por obras como sua autobiografia “A História da Minha Vida” e “O mundo em que vivo”.

A data é um convite a reflexão. Segunda a professor Wolney G. Almeida (2015), da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC é grande a necessidade de estudos e publicações de qualidade na área de surdocegueira:

“A surdocegueira tem se apresentado como um tema ainda pouco explorado na literatura especializada brasileira, quando comparada aos outros tipos de deficiências. Durante muito tempo, a perda sensorial da visão e audição, concomitantemente, caracterizou-se a partir dos aspectos da múltipla deficiência e não a partir da compreensão de uma deficiência específica, com características e especificidades peculiares. Segundo Bertone & Ferioli (1995), há informações sobre um levantamento de pessoas com deficiências visuais e que apresentam outra deficiência concomitante, estimando-se um total de 135 indivíduos apenas nos países latino americanos. Estudos realizados pelo Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial, mostra um número de 783 pessoas surdocegas identificadas até o momento. (ALMEIDA, 2015, p. 26)”
















