A Alemanha reafirmou sua tradição natalina na filatelia com a emissão anual de selos dedicados ao tema, apresentando para 2025 uma série composta por dois exemplares, um de caráter laico e outro de inspiração religiosa. Os selos foram lançados em 3 de novembro de 2025 pela Deutsche Post, em folhas de dez unidades, impressos em papel gomado e também em versão autoadesiva. Os valores faciais correspondem a 0,95 euro para o selo com tema paisagístico e 1,35 euro para o selo religioso, este último acrescido de uma sobretaxa de 0,40 euro, tradicionalmente destinada a fins beneficentes.
O primeiro selo, que ilustra a chamada desta postagem, apresenta uma paisagem nevada, concebida pelo artista Thomas Steinacker, que procurou traduzir o encanto e a serenidade típicos da estação fria. A composição exibe árvores e animais inseridos em um cenário branco e luminoso, onde o jogo de luzes e sombras evoca a quietude do inverno europeu. O autor observou que:
“toda a cena irradia tranquilidade e paz: a vista intocada transmite uma certa magia, exatamente como se espera dessa época do ano”.
O tema remete à evolução da pintura paisagística, que se consolidou como gênero autônomo a partir do século XVI e alcançou plena valorização no século XIX, especialmente com o Impressionismo, quando o panorama invernal se tornou símbolo de contemplação e beleza natural.

O segundo selo, de temática religiosa, traz uma composição inspirada em um vitral alusiva ao nascimento de Jesus, cuja obra original é de autor e época desconhecidos. O desenho foi adaptado e diagramado por Gerda e Horst Neumann e mostra o Menino Jesus deitado na manjedoura, ladeado por Maria e José, com o boi e o jumento completando a cena e indicando o ambiente da estábulo. Essa imagem encontra-se na capela do teólogo Nikolaus Gallus, localizada no Convento de Ratisbona (Regensburg). O selo homenageia a arte dos vitrais medievais, introduzidos no século XII, durante o auge da arquitetura gótica monumental. Essas obras coloridas, ao filtrarem a luz natural, tinham o objetivo de ilustrar passagens bíblicas e histórias de santos para um público em grande parte analfabeto, tornando-se uma poderosa forma de catequese visual.
















