Falsificações de selos de uso corrente na França, emitidos recentemente, estão invadindo o mercado. Negociantes, colecionadores e empresa postal estão mobilizados.
Nas últimas semana, os sites especializados (ebay, delcampe, …) estão sendo inundados com anúncios de venda de falsificações de selos postais recentes, comercializados a um preço muito baixo. Trata-se de falsificações engendrada para enganar a operadora postal. Pode-se encontrar, no Delcampe, por exemplo, um lote de cem cadernetas “O Pequeno Príncipe” ao preço de 6,50 euros. Trata-se de uma emissão de 2021 contendo doze selos ao preço da carta verde (atualmente 1,29 euro, ou seja, 15,48 euros a caderneta).
Os Correios são a primeira vítima deste tipo de golpe, cujo valor é estimado em milhões de euros, que, no entanto, prejudica todo o mercado filatélico.

Parece que esta produção, da qual são vítimas, também, outros países europeus como a Grã-Bretanha, provém da China.

Alfândega e polícia foram alertadas, de acordo com o presidente da Câmara Sindical Francesa de Negociantes e Especialistas em Filatelia, Paolo Salvatori, que observa que os colecionadores têm mais do que nunca interesse em recorrer a profissionais experientes para evitar serem enganados. Selos recentes são visados, cujas falsificações são impressas em heliogravura.

Recentemente, em newsletter a casa parisiense Calves, mundialmente conhecida, listou tais falsificações:
✅ caderneta ‘Turismo’ carta verde,
✅ caderneta ‘Marianne’ carta verde,
✅ mini folhas de correio aéreo ‘Dewoitine’,
✅ caderneta ‘Ofícios de arte’ carta verde …
Além disto, a mesma fonte dá algumas pistas para distinguir os verdadeiros dos falsos “Dewoitine” a 5,26 euros (tarifa carta prioritária de 250 gramas) impressos em folhas de dez exemplares, emitidos em novembro de 2022.
No cado desta mini folha assinalam os especialistas da casa Calves – Christian Calves, Alain Jacquart e Vincent Beghin:
“existe um truque infalível: todos os folhetos têm o mesmo número, a saber o número 01202, enquanto os folhetos autênticos cada um têm um número diferente”.

Mas os revendedores criminosos são astutos, vez que:
“Alguns agora recortam as bordas das folhas antes de oferecer os selos para venda”.
Arrematam:
“para se mostrar mais esperto, munir-se de uma lupa: as falsificações têm todas uma falha no centro inferior. A assinatura ‘Philaposte” é de fato grafada ‘Phllaposte’, com um ‘l’ no lugar do ‘i’.”

Para aqueles que tem mais conhecimento, a passagem do selo sob uma lâmpada ultravioleta revela um papel mais opaco e faixas de fósforo verde esmeralda, enquanto elas puxam para o verde-amarelo nos selos autênticos.
Ainda com supedâneo na publicação antes referida, os citados especialistas filatélicos, lembram de passagem que:
“qualquer compra ou utilização de falsificações para enganar os Correios, mesmo não intencionais, podem expor a graves sanções judiciais: um comerciante foi assim condenado a quatro meses de prisão com sursis em 2020 …”
A questão da receptação também deve ser considerada criminosa.
A seu turno, Philippe Lesage, presidente da Federação Francesa das Associações Filatélicas, mantém-se cauteloso, explicando que, nesta matéria, La Poste está na linha da frente. Apela ao bom senso de seus associados:
“Se você navegar nos sites de vendas, terá conseguido encontrar cadernetas de selos atuais oferecidos a preços imbatíveis, bem abaixo do valor nominal. Não sonhe, não seja ingênuo! Só as criações dos falsificadores podem estar na origem de tais propostas comerciais (…). Os advogados postais estão mobilizados.”
La Post, por sua vez, se mantém discreta, com Paul Dworkin, diretor da Philaposte (o serviço de engenharia e vendas de selos) e o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Filatelia (Adphile), explicando que não deseja interferir nos processos em andamento, isto é, nas investigações criminais.
















