The Postman’s White Nights (As Noites Brancas do Carteiro – Белые Ночи Почтальона, 2014), dirigida por Andrey Konchalovsky, segue os passos de um carteiro que serve como ponte entre os seus vizinhos, habitantes de uma aldeia remota e arcaica, que vivem da mesma forma que seus antepassados e a cidade tecnológica.
Embora tenha um carteiro (Aleksey Tryapitsyn) no centro da trama, o filme não versa sobre a vida do profissional postal, mas acerca da história da aldeia, sobre as pessoas que ali vivem, como vivem e sobre como parecem esquecidas pelo mundo em volta dos enormes lagos e da paisagem verde.

O único contato com o mundo exterior, isto é bem marcante na trama, é o carteiro (Aleksey Tryapitsyn), que, de barco, vagamente, representa as autoridades locais e os serviços sociais. Uma mulher na vila (Irina Ermolova), por quem o carteiro é apaixonado, decide fugir para a cidade. Ao mesmo tempo, o motor do barco dele é roubado e o mesmo não pode mais entregar a correspondência. Logo, a sua vida e a de todos os moradores daquele local viram de cabeça pra baixo.

Esta bela produção, cabe ainda observar, entrega um Leão de Prata de Melhor Realização a Konchalovskiy.
















