Em 24 de junho de 1622, uma frota de 13 navios holandeses com cerca de 800 soldados decidiu invadir Macau quando a maioria dos moradores da colônia portuguesa estava na China para comprar mercadorias para o comércio anual japonês e os militares estavam lutando na conquista manchu da China.
Macau ficou com apenas 50 mosqueteiros e 100 moradores aptos a operar armas de fogo junto com alguns canhões.
Os sinos tocavam insistentemente, as senhoras se refugiaram na igreja e os tesouros foram guardados no Seminário.
Registros da Igreja dizem que sacerdotes jesuítas em Macau guiaram os combatentes enquanto disparavam tiros e canhões no topo da colina de Monte contra os holandeses, causando grandes danos à sua frota. Um tiro disparado pelo padre jesuíta Rho acertou, em cheio, um vagão de pólvora, desconcertando as forças invasoras.
Um contingente militar holandês tentou entrar em Macau subindo o monte da Guia, mas foi apanhado numa emboscada. Em debandada, os holandeses ainda foram atacados pela população local. No combate final, os holandeses, derrotados, jogaram-se ao mar na tentativa de alcançar os barcos. Muitos se afogaram e um dos barcos, superlotado, afundou-se. Dizem os registros portugueses que cerca de 350 holandeses morreram em combate ou afogados.
Para Macau, desprevenida, a vitória foi considerada um milagre. Após os combates, foram todos à Catedral para uma solene ação de graças, tendo sido feito voto de comemorar este dia daí em diante, cuja salvação da cidade foi atribuída a São João Batista que, pelo seu manto, foram desviados os tiros dos inimigos.

O “Arraial de São João” é realizado anualmente para comemorar a vitória de Macau contra esta tentativa de invasão estrangeira.
















