Pela primeira vez desde que foi criada, a capital da cultura italiana neste ano não se limita a apenas uma localidade, mas sim a duas.
Bérgamo e Bréscia, comunas próximas localizadas na região da Lombardia, se juntam em uma série de projetos e eventos para fazer jus ao título de Capital da Cultura Italiana em 2023.
Este título é concedido desde 2014 pelo governo italiano e, segundo informações oficiais do Ministério da Cultura, tem por objetivo promover projetos e atividades de valorização do patrimônio cultural, tanto material quanto imaterial, e, assim, incentivar o turismo e investimentos nas localidades escolhidas.

Bergamo, localizada a nordeste de Milão, foi fundada com o nome de Barra na época pré-romana pelos lígures ou pelos etruscos. Os romanos conquistaram a cidade no século II a.C. e rebatizaram-na de Bérgomo (em latim: Bergomum). Os habitantes de Bérgomo tornaram-se cidadãos romanos (com os outros habitantes da Transpadânia) no ano de 49 a.C.. Depois da queda do Império Romano, Bérgamo foi seguidamente saqueada até a chegada dos lombardos em 569, que instalaram um ducado.
Bréscia, por sua vez, cuja denominação remete ao nome latino Brixia, foi fundada a 3.200 anos atrás pelos gauleses. Foi na antiguidade uma das mais importantes cidades romanas.

Nesta emissão do Poste italiane, apresentada sobre a forma de um setenat, cada um dos dois selos representa, em grafismos estilizados e num esboço de Tiziana Trinca, os monumentos mais representativos de ambas as cidades. Sobre uma base policromada na cor azul podemos ver a Porta San Giacomo de Bérgamo, enquanto para Brescia o Palazzo della Loggia e o Castelo, estão sobre um fundo laranja.
A novidade filatélica, lançada no último dia 23 de março, tem tiragem de 210.000 exemplares e impressão por conta do Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato.
















