O pintor Max Oppenheimer, também chamado de Mopp, nasceu, em Viena, no dia 1.º de julho de 1885, no seio de uma família judaica. De 1900 a 1903 foi aluno da Academia de Belas-Artes de Viena e de 1903 a 1906 da de Praga. Em 1906 associou-se ao grupo praguês OSMA, uma das primeiras uniões vanguardistas tchecas.
Em 1907 regressou a Viena, onde de 1908 a 1909 participou em exibições artísticas. Em sua cidade natal ouviu falar pela primeira vez de van Gogh, influência que o levou para o círculo dos expressionistas de Viena de Oskar Kokoschka, Egon Schiele e Albert Paris Gütersloh. De 1911 a 1915 trabalhou em Berlim, onde incorporou elementos cubistas às suas pinturas e colaborou na revista Die Aktion. Durante a sua estadia na Suíça (1915-25) interessou-se pela música (Musik und Malerei, 1919; Bildnisse von Musikern). Após passar por Berlim, voltou em 1931 a capital austríaca, donde emigraria para os Estados Unidos em 1938, ano da Anschluss.
Oppenheimer realizou retratos (entre outros de Thomas e Heinrich Mann, Arnold Schönberg, Tilla Durieux e Karl Marx), composições religiosas (Kreuzabnahme ou “Descenso da cruz”) e representações da vida do seu tempo (desportos, medicina…). Em 1938 foi publicada a sua autobiografia Menschen findem ihren Maler 1938.
Faleceu em Nova Iorque, no dia 19 de maio de 1954.















