O cienesta Franco Zeffirelli, batizado Gianfranco Corsi Zeffirelli, nascido em 12 de fevereiro de 1923, em Florença, na Itália, estudou na Academia de Belas Artes de sua cidade natal, de onde foi para a universidade cursar Artes e Arquitetura.

Os estudos foram interrompidos pela Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, foi apresentado ao cineasta conterrâneo Luchino Visconti, que o contratou como assistente de “A Terra Treme” (1948). Os dois tiveram um tumultuado relacionamento amoroso e profissional, vivendo três anos juntos e colaborando por décadas. Zeffirelli também colaborou com Vittorio de Sica, Roberto Rossellini e até Salvador Dali. Estreou como diretor em 1958 com a comédia Camping.

Já nos anos 60, chamou a atenção do mundo com uma montagem nos palcos de Romeu e Julieta de Willian Shakespeare. Por esse trabalho ganhou o Tony (o Oscar do teatro) especial de cenografia. Zeffirelli manteve a proposta para a versão cinematográfica, que chegou às telas em 1968. Premiado com os Oscars de fotografia e figurino, foi ainda indicado o Melhor Filme e Direção. Na ocasião, Zeffirelli foi acusado de assédio sexual por Bruce Robinson, intérprete de Benvolio no longa. Mais tarde, o italiano enfrentou outras acusações da mesma natureza, mas sempre negou sua culpa. Outros filmes de destaque na sua filmografia são: “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), o dramalhão “O Campeão” (1979) – por muitos considerado um dos mais tristes do cinema – e “Amor Sem Fim” (1981). Seu último filme foi uma biografia sobre os anos derradeiros da diva (e amiga) Maria Callas, intitulado “Callas Forever” (2002).
O cineasta faleceu aos 96 anos, no dia 15 de junho de 2019, em sua residência na cidade do Roma, na Itália. De acordo com a família, o motivo foi “o agravamento, nos últimos meses, de uma longa doença”, sem a especificação da moléstia.
















