Desde tempos imemoriais, viajantes e navegadores deram nomes aos acidentes geográficas. Como a Antártica foi o último dos continentes a ser descoberto, os primeiros caçadores de focas que visitaram suas costas nomearam os pontos mais notáveis. Assim, surgiram nomes descritivos relacionados à atividade realizada no local, como “baía dos Baleeiros”, à aparência física, como “ilha Meia-Lua”, ou aos governantes, como “montanhas da Rainha Maud”. Com o tempo, esses nomes foram acrescentados aos de exploradores lendários, como “mar de Amundsen”, “geleira Shackleton” ou “ilha de Scott”.
Em 2020, a autoridade máxima de referência do Continente, o Comitê Científico para Pesquisa Antártica (Scar), aprovou, por proposta do comitê búlgaro, que uma ilha daquele continente fosse nomeada em homenagem ao pesquisador, explorador e escritor Javier Cacho (nascido em 1952), em reconhecimento à sua carreira profissional na área e ao trabalho de divulgação científica.
A ilha está localizada próxima à Ilha da Neve, uma das onze grandes ilhas do arquipélago das Ilhas Shetland do Sul, situada na ponta da Península Antártica. Trata-se de uma terra rochosa com 750 metros de comprimento, 350 metros de largura e altitudes de até 75 metros. Quando foi descoberta no início do século XIX, parecia ser uma extremidade da Península de Hall, mas há algumas décadas, a imensa ponte de neve, com quase 200 metros de comprimento, que a ligava, derreteu. Atualmente, é a única ilha que leva o nome de um cidadão espanhol vivo.
O selo, que ilustra a publicação de hoje, foi emitido pelo Correos de España no dia 23 de outubro passado, com valor de 2,90 euros e tiragem de 115.000 exemplares.

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