A autoridade postal da Espanha trouxe à luz um ofício pouco lembrado ao emitir, em 8 de outubro, um selo dedicado ao foguista, incluído na série temática “Ofícios antigos”. A novidade tem valor facial de 3,00 euros e veio acompanhada de uma folha premium e de um inteiro postal com valor de 4,84. A iniciativa valoriza o profissional cuja atuação foi decisiva nas locomotivas a vapor: mais do que lançar carvão à fornalha, o foguista administrava, em tempo real, variáveis como as características técnicas do material rodante, o peso da locomotiva, o traçado da via, o nível de água disponível e a qualidade do combustível, mantendo a pressão da caldeira no máximo para que o motor entregasse desempenho pleno e sem falhas.

O trabalho de alimentar a fornalha era, por si, uma operação técnica que exigia precisão: a grelha deveria ser recoberta de modo uniforme para evitar acúmulos que impedissem a passagem de ar e prejudicassem a combustão, assim como para obstar a entrada de ar frio por zonas descobertas de carvão. Nas paradas, cabia ainda ao foguista reabastecer os reservatórios de água e fiscalizar os diversos pontos de lubrificação de bielas e eixos, monitorando aquecimentos anômalos de mancais. Munido de martelo e chave inglesa, apertava elementos que, com a vibração do percurso, pudessem ter se afrouxado. Era um serviço exaustivo, que demandava atenção constante: qualquer descuido comprometia a potência, sujeitando o trem a atrasos.

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