Pierre Puvis de Chavannes nasceu em Lyon em 14 de dezembro de 1824, há dois séculos, e faleceu em 24 de outubro de 1898. Na juventude, ele se preparava para o exame de admissão na École Polytechnique, mas a saúde frágil o forçou a abandonar os estudos. Após uma viagem à Itália em 1846, decidiu se dedicar à pintura e mudou-se para Paris, onde trabalhou, sempre brevemente, em ateliês prestigiados, mas sem muitos resultados positivos. Em 1859, finalmente chamou a atenção da crítica com “O Retorno da Caça”. Dois anos depois, o Estado adquiriu “Concordia”, uma composição monumental hoje conservada no Museu de Amiens. Com o reconhecimento oficial, acumulou honrarias e ordens. Ele se destacou nas grandes decorações murais, comuns durante a Terceira República.

O artista é homenageado com o selo, que agora resenhamos, emitido por La Poste, com valor facial de 2,58 euros, no dia 25 de outubro último. Trata-se de um trabalho de designer de Philippe Apeloig. A novidade filatélica apresenta na vinheta a pintura intitulada “A Floresta Sagrada Querida pelas Artes e Musas”. A obra foi encomendada pela cidade de Lyon em 1883 e serve para decorar a escadaria monumental do Palais des Arts. Representa uma paisagem imersa na luz do entardecer, povoada por figuras idealizadas; a obra evoca a antiguidade pagã de um lado e a modernidade cristã do outro.
Solitário por natureza, o artista manteve-se independente, sem se identificar com nenhuma escola artística; seu estilo sintético, posteriormente definido como simbolista, inspirou muitos colegas.
















