Em plena “proibição”, após o desastre do filoxera (praga dos pulgões) que devastou os vinhedos, após uma crise de superprodução e de vendas deficientes de vinho, após uma guerra mundial e uma pandemia, no dia 29 de novembro de 1924, em Paris, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Portugal e Tunísia criaram o “Escritório Internacional do Vinho e repressão às fraudes e à concorrência desleal”, que objetivava garantir a pureza e a autenticidade do vinho até o consumidor.
Transformado em Escritório Internacional da Vinha e do Vinho em 1958, a organização ampliou suas competências para todos os produtos da vinha, desde a fruta fresca até as bebidas espirituosas, das uvas secas às bebidas não fermentadas, e aumentou sua missão em nível global com membros de todos os cinco continentes.
Após uma reforma adotada em 2001, 50 países que representam mais de 75% dos vinhedos mundiais e quase 90% da produção mundial de vinho celebram, em 2024, os cem anos desta Organização Internacional.
Ao longo de um século, milhares de cientistas renomados em viticultura, enologia, economia, direito, medicina, estatísticas ou ciências humanas contribuíram, com cerca de 1.500 recomendações, para a elaboração de um verdadeiro corpus mundial da vinha e do vinho.
A entidade tornou-se a referência intergovernamental científica e técnica do setor, indicando a seus membros as medidas para a melhoria das condições de elaboração e comercialização dos produtos vitivinícolas e para a consideração dos interesses dos consumidores, seja por meio de cooperação com outras organizações internacionais ou pela harmonização internacional das práticas e normas existentes.
Ao se estabelecer em Dijon, em um importante local histórico da cidade reconhecido pela UNESCO por seu patrimônio cultural, vitivinícola, gastronômico e universitário, esta organização inaugurou um novo século de atividades a serviço da comunidade mundial da vinha e do vinho.

A emissão, com valor facial de 1,96 euros e tiragem de 600.000 exemplares, emitida por La Poste no dia 14 de outubro passado, que hoje resenhamos, contou com trabalho criativo de Bruno Ghiringhelli.
















