Lançado oficialmente em 8 de outubro de 2025, por La Poste, o selo objeto desta postagem é dedicado ao croissant au beurre (croissant de manteiga), prestando homenagem a um dos ícones mais reconhecíveis da pâtisserie francesa. Com valor facial de € 2,10, a emissão integra-se à tradição filatélica de destacar, por meio de seus selos, elementos do patrimônio cultural e gastronômico do país. O lançamento inclui também um souvenir filatélico, comercializado por € 5,00, destinado aos colecionadores e apreciadores de edições especiais.

A característica mais singular deste selo está no fato de ser olfativo: o papel é perfumado com aroma de croissant, oferecendo uma experiência sensorial inédita aos colecionadores. O selo foi ilustrado por Frédérique Vernillet, cuja composição apresenta um croissant dourado e folhado, símbolo da padaria artesanal francesa. A emissão ficou disponível em pré-venda no dia 7 de outubro, chegando aos balcões postais de todo o país no dia seguinte.
O croissant au beurre, tradicional croissant de manteiga, é preparado com uma massa folhada fermentada, rica em manteiga, conhecida por sua textura leve e aerada, pela crosta dourada e crocante e pelo sabor delicadamente amanteigado. Trata-se de um produto que exige precisão técnica, envolvendo etapas sucessivas de petrissage (amassamento), tourage (dobras da massa), modelagem, fermentação lenta e cozimento cuidadoso, até alcançar o equilíbrio ideal entre leveza e crocância. Essa atenção aos detalhes faz do croissant uma verdadeira obra-prima da confeitaria artesanal francesa.

Desde 2019, a Confederação Nacional dos Padeiros e Confeiteiros da França organiza o Concurso Nacional do Melhor Croissant au Beurre, com o objetivo de valorizar o saber-fazer e a perícia dos artesãos. O selo de 2025 celebra, portanto, não apenas um alimento, mas um símbolo de tradição, talento e identidade cultural profundamente enraizado na vida cotidiana dos franceses.
Curiosamente, embora o croissant seja hoje um ícone francês, suas origens remontam a Viena, na Áustria, onde um doce em forma de meia-lua, chamado kipferl, inspirou os padeiros parisienses no século XIX. Estes, ao adaptarem a receita, acrescentaram mais manteiga e técnica, transformando-o no produto que conhecemos. Estima-se que, atualmente, os franceses consumam mais de dois bilhões de croissants por ano, número que atesta sua popularidade e seu lugar inquestionável na cultura gastronômica da França.
















