La Poste, a operadora postal da França, está distribuindo uma nova caderneta filatélica composta por doze selos autoadesivos destinados à “lettera verde” (carta verde). A pré-venda da novidade teve início em 2 de janeiro de 2026, com lançamento oficial em 6 de janeiro de 2026.  O conjunto recebe o título “Il blu nell’arte” (O azul na arte) e segundo lemos no site do ente emitente:

“O azul é uma cor fascinante que atravessou as épocas, inspirando artistas de todas as culturas. Desde os pigmentos raros da Antiguidade até as tonalidades vibrantes dos movimentos modernos, o azul simboliza ora o divino, ora a melancolia, o infinito ou a serenidade. O azul egípcio, um dos primeiros pigmentos sintéticos, era usado em sarcófagos e afrescos, como símbolo de renascimento e proteção. Na Renascença, artistas como Rafael ou Leonardo da Vinci utilizavam o azul de lápis-lazúli para representar a Virgem Maria. No século XIX, impressionistas como Monet capturaram os reflexos mutáveis do céu e da água. No século XX, o célebre azul de Klein, patenteado, é uma tonalidade pura e intensa, símbolo de imensidão e espiritualidade. O azul continua a intrigar porque evoca, ao mesmo tempo, a profundidade do oceano, a imensidão do céu e os mistérios da alma.” (numa tradução livre)

Do ponto de vista visual, a série se estrutura como uma seleção de obras artísticas reproduzidas nos selos:

“Estrutura cúbica”, de Yvaral, descrita como evocação de um espaço vibrante de luz; “Noite azul”, de Paul Klee, associada à dança de formas abstratas em um universo suspenso; “Noite estrelada” , obra de Vincent Van Gogh; “Paisagem marinha azul”, de Georges Lacombe, …

… “Natureza Morta” de Sara Hayward; “Praia da Normandia”, de André Brasilier, destacada pela “poesia luminosa” capturada na cena; “meditações” de René Magritte, voltada à introspecção; “O Lago Azul, de Leila Barton; …

… “Amendoeira em flor”, de Vincent Van Gogh, apontada, junto com a outra obra retratada nesta mesma caderneta, como explorações profundas do azul; “Bailarinas azuis”, de Edgar Degas, associadas à graça do movimento; “Paisagem costeira”, de Carl Burckhardt, que remete ao poder relaxante do panorama marítimo e “O Porto”, de André Derain.

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