A França celebrou, através de sua operadora postal, o bicentenário do periódico “Le Figaro”, que completa tal marca em 2026. Batizado com o nome de um personagem de Beaumarchais, o jornal é apresentado como o mais antigo diário francês e, ao mesmo tempo, um dos mais modernos, reunindo tradição e atualização permanente em múltiplos suportes. A emissão comemorativa associa-se diretamente a esse eixo simbólico ao destacar a liberdade como valor central. É sob esse signo — o da liberdade de informar, debater e pensar o mundo — que o bicentenário é comemorado em diferentes plataformas, do impresso ao digital, e ganha também uma peça postal oficial.

O bloco comemorativo, lançado no dia 09 de janeiro, composto por um selo, com valor facial de 1,52 €, correspondente ao porte Lettre Verte. A tiragem informada é de 330.000 exemplares. A criação é assinada por Matthieu Forichon, e a impressão foi realizada em offset. O formato do selo é de 52 x 40,85 mm, enquanto o formato do bloco mede 110 x 160 mm. Um detalhe técnico e visual digno de nota é a presença de gofragem (gaufrage) no logotipo “200 ans” e no título “LE FIGARO – La culture de la liberté depuis 1826”, aplicados como fundo do bloco, recurso que agrega textura e relevo à composição.
Le Figaro nasceu em janeiro de 1826, durante a Restauração, fundado por Maurice Alhoy e Étienne Arago como uma folha satírica de circulação irregular e “caótica”, que enfrentou a censura e chegou a ser suspensa repetidas vezes. A “renascença” do título é atribuída a Hippolyte de Villemessant, que, em 1866, transformou o pequeno jornal panfletário em um grande diário. Já na condição de veículo de informação, comentário e análise, o “Le Figaro” consolidou também uma dimensão cultural, associada a escritores, artistas e ao art de vivre, reunindo em suas páginas nomes como Hugo, Zola, Baudelaire, Proust, Cocteau, Colette, Mauriac, além de Offenbach e Rodin. No pós-guerra, o jornal foi relançado graças ao diretor Pierre Brisson, iniciando em 1944 uma trajetória contínua até o presente, com modernização, criação de suplementos de fim de semana, diversificação editorial e, já na virada do século XXI, a migração bem-sucedida para o digital e o audiovisual, tornando-se, o primeiro site de informação na França.
















