A emissão, objeto desta resenha, lançada por La Poste, a operadora postal francesa, no dia de hoje, 09 de janeiro, é dedicada ao artista suíço Alberto Giacometti (1901–1966), considerado um dos escultores mais marcantes do século XX.

(Carimbo Comemorativo)

O selo tem como motivo a obra “Homme traversant une place par un matin de soleil” (1950), baseada em fotografia (“d’après photo Christie’s / Artothek / La Collection”) devidamente referenciada com os devidos créditos: © Succession Alberto Giacometti / Adagp, Paris 2026. A peça foi desenhada por Pierre Albuisson e gravada por Sarah Lazarevic, com impressão em taille-douce (talho doce). O valor facial é de 3,10 €, destinado ao porte “Lettre verte” até 100 g, apresentando dentição de 13¼ x 13, formato de 40,85 x 52 mm, além de 1 faixa de fósforo à direita. A tiragem informada é de 610.200 exemplares.

O homenageado reúne uma trajetória que ajuda a entender por que sua obra segue tão associada à figura humana e ao sentimento de presença. Nascido em Borgonovo, no Val Bregaglia, na Suíça, Giacometti cresceu em uma família de artistas — seu pai, Giovanni, era pintor pós-impressionista — e se orientou cedo às artes plásticas, produzindo trabalhos ainda na adolescência. Em 1922, mudou-se para Paris para estudar na Académie de la Grande Chaumière, sob orientação de Antoine Bourdelle, e rapidamente se aproximou dos círculos surrealistas, expondo esculturas ousadas que o colocaram no centro da vanguarda dos anos 1930. Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, afastou-se do surrealismo e consolidou um estilo singular, marcado por silhuetas alongadas e frágeis, quase evanescentes, que traduzem a solidão e a condição humana; suas figuras filiformes, como “L’Homme qui marche” (1960), tornaram-se emblemáticas. Transitando entre escultura, pintura e desenho, ele buscou insistentemente representar a figura humana, procurando capturar a presença e a essência do ser, muitas vezes por meio de retratos intensamente trabalhados. Consagrado na década de 1960 por grandes retrospectivas, recebeu o Grand Prix da Bienal de Veneza em 1962 e faleceu em 1966, em Coire, deixando uma obra cuja força reside justamente nessa tensão entre vulnerabilidade e persistência.

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