O espaço disponível para a apresentação de uma coleção em uma exposição é uma “faca de dois gumes”. Quando se começa com um quadro e deseja-se passar para cinco ou ainda quando a coleção atinge certo patamar de premiação e surge o desafio de passá-la para oito quadros, tais tarefas são, por vezes, difíceis. Na ocupação de um espaço maior, nem sempre as novas peças possuem o mesmo nível das que, até então, ocupavam um espaço mais restrito. Adicionalmente, alguns assuntos colecionados acabam sendo realmente limitados e a passagem para um espaço maior torna-se realmente um drama.

Entretanto, existe a situação inversa, ou seja, quando a coleção está bem adaptada ao seu espaço expositivo e surgem novas peças filatélicas de maior peso. Muitas vezes, somos obrigados a deixar material muito interessante de lado, devido ao limite para expor – este é o outro gume da faca…
Um recurso bastante popular, sobretudo entre colecionadores temáticos, são as janelas e as gavetas. Na janela, corta um retângulo na folha de exposição do tamanho daquilo que se deseja mostrar no contexto, por exemplo, de um envelope ou de um inteiro postal. Isso é particularmente válido para alguns carimbos antigos relativamente raros e que são conseguidos somente sobre envelopes não circulados. Nesse caso, mostrar um envelope ocuparia muito espaço na folha e, ao mesmo tempo, apresentaria uma peça não circulada, portanto, sem nenhum outro atrativo, a não ser o carimbo e o selo sobre o qual ele foi aplicado. Com isso, sobra mais espaço na folha, para a colocação de mais material.
Para fazer a janela, deve-se, primeiro, cortar um pedaço (retangular ou quadrado) da folha, com estilete guiado por uma régua preferencialmente de aço, no tamanho adequado, em que caiba aquilo que se deseja mostrar. O local dentro da folha e o prumo desse retângulo ou quadrado devem ser estabelecidos antes, considerando a estética da folha e as dimensões da peça filatélica que se deseja preservar. Para quem usa o fundo preto do hawid para realçar os selos da coleção, para manter a uniformidade da apresentação, recomendamos colar no verso da folha um fragmento de papel-espelho preto que, recortado a seguir pelo mesmo estilete, permitirá deixar exposto um filete preto que servirá para destacar a peça. Tal peça é fixada no verso da folha com o auxílio de cantoneiras e charneiras.
Na confecção da chamada gaveta, ao invés de recortar e retirar um retângulo (janela), opta-se por fazer somente dois cortes em ângulo reto (90o) e encaixar aí a parte da peça que interessa mostrar. Enfim, seja uma janela ou uma gaveta, o efeito é o mesmo.
Por outro lado, quando desejamos apresentar um material de baixo custo e fácil de encontrar, desculpem a heresia! Ao invés de ter todo o trabalho para fazer uma janela ou gaveta, permite-se recortar diretamente o fragmento desejado, descartando o restante do envelope. É muito mais prático.
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FONTE: BOLETIM INFORMATIVO SANTISTA 133, enviado por e-mail em 13 mai 2016


















