Resenhamos, na presente postagem, o livro “Cinema fermo posta – Il cinema nei francobolli”. Trata-se de um volume, com 176 página, publicado em 1987, pela editora Gremese, com a colaboração da Associação Geral Italiana do Espetáculo e também do Ministério do Turismo e do Espetáculo. A obra é escrita pelos jornalistas Franco Cauli e Carlo Gambalonga apaixonados pela “telona” e familiarizados com o mundo filatélico.
A primeira parte do trabalho é histórica, narrando as origens da “sétima arte”, a evolução, o advento do som. A segunda se concentra nos protagonistas (dos atores aos desenhos animados) e eventos. Há ainda um apêndice, onde são listados os selos mencionados por títulos de filmes, personagens, acontecimentos, festivais, estúdios e salas de cinema.
Neste trabalho podemos aprender, dentre outras coisas, que, desde os anos 40 do século XX – a época da afirmação definitiva do cinema – várias administrações postais no mundo dedicaram emissões filatélicas ao cinema, que, somadas aos “carimbos comemorativos”, criam uma massa de material filatélico tal que permite, de fato, uma viagem pela história do cinema. Por exemplo, em 31 de outubro de 1944, a administração postal dos Estados Unidos lançou sua primeira emissão sobre o cinema, criando imediatamente um caso: o selo, de 3 centavos, pretendia celebrar o cinquentenário do nascimento do cinema, mas referindo-se à data do primeiro experimento público realizado na América por Thomas Edison, e não à data universalmente considerada como o nascimento do cinematógrafo: a projeção de alguns fotogramas da chegada de um trem na estação de Paris, ocorrida em 28 de dezembro de 1895. Os autores contam ainda como, após os EUA, foi a URSS que emitiu selos sobre o cinema: no mesmo eram reproduzidas cenas ou fotogramas de filmes famosos, desde “O Encouraçado Potemkin” até Hamlet.
No ano de 1996, a Poste Italiane lançou três selos no valor de 750 liras, cada um dedicado a uma cena de um filme famoso:
✅ Scusate il ritardo, com Massimo Troisi;
✅ Prima comunione, com Aldo Fabrizi; e
✅ o épico do cinema mudo “Cabiria”.
Além disso, houve selos dedicados a Federico Fellini, Vittorio Gassman e Alberto Sordi, em 28 de outubro de 2010, com uma tiragem de dois milhões de unidades.
Em suma, os autores, consoante observação de Enzo Diena, na introdução:
“conseguiram concluir uma pesquisa exaustiva, reunindo todos os selos emitidos em todas as partes do mundo, desde os Estados Unidos até a menor ilha do Pacífico, dedicados ao cinema, sem esquecer a difícil seleção dos carimbos”; representa “a obra de referência no campo da filatelia cinematográfica”.
















