A tartaruga mexicana ou tartaruga de Mapimí (Gopherus flavomarginatus) é uma das quatro espécies de tartarugas que existem atualmente na porção norte do continente americano. Embora seja a maior, já que seu casco pode medir cerca de 50 cm, o seu habitat isolado e a sua natureza a mantiveram desconhecida para o mundo científico até 1958. Naquele ano, pesquisadores de Illinois (EUA) em uma viagem de campo realizada no México, descobriram um casco usado por camponeses como um alimentador de galinhas e constataram que era de uma espécie de tartaruga não descrita pela ciência até aquele momento. Anos mais tarde, em 1973, David Morafka, da Universidade da Califórnia, realizou uma investigação e descobriu que a população desta espécie estava em sérios apuros, uma vez que seu habitat (Bolsón de Mapimíen no deserto de Chihuahua) estava bem reduzido, pois os camponeses a capturavam em razão de sua carne.
A principal característica deste animal é que ele é endêmico, ou seja, não é encontrado em nenhum outro lugar devido às características que requer para seu desenvolvimento. Esta espécie de quelônio alcança sua maturidade sexual por volta dos 20 anos de idade e calcula-se que viva até os 100 anos. Em cada ciclo reprodutivo a fêmea deposita, aproximadamente, una dezena de ovos; embora, uma fêmea na prática contribua demograficamente com apenas um indivíduo a cada três anos.
A dita tartaruga se encontra protegida na categoria de espécie em perigo de extinção.
O tráfico de animais, a incursão de estradas, ferrovias e o desenvolvimento agrícola hoje são as principais causas desta espécie de tartaruga estar em perigo de extinção.















