Jerônimo Emídio de Paula e seu irmão Amadeu Emídio de Paula, ambos já falecidos, formaram a dupla sertaneja “Melrinho e Belguinha”, nos anos sessenta.

Como parte de sua discografia, no LP “Casinha da Serra”, trabalho editado pela Mocambo, (78 rpm – janeiro de 1963), precisamente na oitava música, temos uma moda que fala-nos de carteiros e de carta.

“O carteiro ali vai
O carteiro ali vem
Me traga uma carta
Eu quero também
Preciso saber
Resposta de ‘arguém’
Se ela me ‘qué’
Ou se não me convém
Me mostre o envelope
Eu já sei de quem
Se for linda letra
Será de meu bem
Que mora distante
Muito tempo tem
Separado dela
Não serei ninguém
Ao passar o carteiro
Em sua luta nefanda
Somente me diz
Se ela nada te manda
Eu falo a verdade
Não é propaganda
Seu amado bem
Não sei onde anda
Senti o meu peito
Desfeito em banda
Com a dor da saudade
Que não era branda
Coração batia
Na triste demanda
Contra o desengano
Vindo de outras banda
Só no desengano
Na dor de quem gosta
Eu sofri demais
Quase a gente desgosta
Mas hei que um dia
Na porta foi posta
Uma carta fechada
Contendo resposta
E em separada
Trazia nas costa
Uma estrofe de amor
Que pra mim foi composta
Ela declarava
Como a carta mostra
Infeliz aceite
Da minha proposta”
















