No dia 15 de novembro de 1908 ocorreu a primeira manifestação do “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, uma entidade espiritual que fundou a Umbanda. O evento aconteceu durante uma sessão da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (então sediada em Niterói), pela mediunidade de Zélio Fernandino de Moraes, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Tomado por uma força misteriosa, Zélio (na verdade seria o Caboclo das Sete Encruzilhadas) de acordo com relatos disse:

“(…) amanhã estarei em casa deste aparelho (o médium Zélio), para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E, se querem saber o meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”

(Carimbo Comemorativo)

No dia seguinte, como o combinado, às 20h, houve nova manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, na casa de Pai Zélio, que estabeleceu as normas do novo culto e também seu nome, anotado por um dos presentes como Alabanda, substituindo por Aumbanda que, no entanto, se tornou popular como Umbanda. A entidade seguiu com suas manifestações até a morte de Zélio, aos 84 anos, no dia 03 de outubro de 1973. Anos mais tarde, o dia 15 de novembro foi, por lei, considerado como Dia Nacional da Umbanda.
Abaixo junto a esta postagem o edital do selo que ilustra esta postagem, bem como, um arquivo sonoro com o Hino da Umbanda, na voz de Pierre Braga:

(Postagem atualizada: 15/XI/2021)

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