Em 14 de março de 2026, a Poste Italiane lançou um selo integramente da série “Le eccellenze del patrimonio culturale italiano” em homenagem à “Biblioteca Nazionale Centrale di Roma”, por ocasião dos 150 anos de sua inauguração.

A emissão traz a indicação tarifária “B”, correspondente ao porte necessário para o envio, no território italiano, de um cartão-postal ou carta ordinária de até 20 gramas. A tiragem foi de 200.025 exemplares autoadesivos, distribuídos em folhas com 45 selos, acrescidas, na margem, da reprodução monocromática do logotipo do MIMIT.
O novo selo apresenta em primeiro plano o logotipo comemorativo dos 150 anos da inauguração da Biblioteca Nazionale Centrale di Roma. Na parte inferior direita, vê-se uma estilização gráfica do edifício da atual sede da biblioteca, localizada na área arqueológica do Castro Pretorio. Ao fundo, destaca-se um detalhe de uma carta náutica de 1455, conservada pela própria instituição e realizada pelo cartógrafo genovês Bartolomeo Pareto, elemento que reforça a ligação entre memória documental, patrimônio bibliográfico e história da cartografia. Completam a vinheta a inscrição “ITALIA” e a indicação tarifária “B”. O desenho do selo foi criado por Matias Hermo.
Do ponto de vista técnico, a impressão foi realizada pelo Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato S.p.A., utilizando o processo de rotogravura, em seis cores. O suporte empregado foi papel branco, couché neutro, autoadesivo, com branqueador óptico e gramatura de 90 g/m². O papel de suporte é branco, tipo Kraft mono-siliconado, com 80 g/m², enquanto o adesivo é do tipo acrílico à base d’água, distribuído na quantidade de 20 g/m² em estado seco. O formato do selo é de 40 x 30 mm, com formato de traçagem de 46 x 37 mm.

Trata-se da segunda vez que a Biblioteca Nazionale Centrale di Roma é celebrada em selo postal. A primeira ocorreu em 31 de outubro de 2015, quando a instituição apareceu em um selo de 0,95 euro da série “Le eccellenze del sapere”.
Criada em 1876, a instituição homenageada foi concebida, segundo o texto-base divulgado pelo ente emitente, não como simples coleção de livros, mas como símbolo e instrumento do novo Estado unitário italiano. Em uma cidade já repleta de bibliotecas históricas, de origem eclesiástica, acadêmica e aristocrática, faltava uma instituição capaz de representar toda a comunidade nacional, reunindo e preservando a produção editorial italiana sem distinções de procedência. Sua função foi, desde a origem, a de uma estrutura pública moderna, orientada ao serviço, à completude das coleções e à documentação da vida cultural italiana em sentido amplo. Hoje, a Biblioteca Nazionale Centrale di Roma preserva mais de nove milhões de volumes, além de manuscritos e fundos especiais, e continua a desempenhar papel central na conservação e difusão da memória bibliográfica italiana.
















