Introduzido em 1.o de dezembro de 1948 para praticamente toda a correspondência enviada para a Alemanha Ocidental, o “Notopfer Berlin” tinha como objetivo fundamental auxiliar os berlinenses vítimas do bloqueio soviético.
Em 24 de junho de 1948, a União Soviética bloqueou o acesso terrestre a Berlim, dividida após a Segunda Guerra Mundial em quatro zonas de ocupação controladas pela França, Reino Unido, Estados Unidos e, é claro, pela URSS. Isso cercou a cidade. A resposta foi a ponte aérea que garantia todo tipo de suprimento necessário.
Nesse contexto histórico, surge o selo-imposto “Notopfer Berlin” (“Vítimas da emergência em Berlim”), aprovado em 08 de novembro seguinte. Além dos impostos sobre salários e rendimentos, para quase a totalidade das remessas postais enviadas pela Alemanha Ocidental, uma taxa de 2 pfennig era cobrada e deveria ser paga usando este selo fiscal emitido especialmente para tal fim. As remessas para o exterior, Berlim Ocidental e a Zona de ocupação soviética estavam excluídas. O regulamento entrou em vigor em 1.o de dezembro e foi válido, com várias prorrogações, até 31 de março de 1956. Na Zona Francesa (Baden, Renânia-Palatinado e Württemberg), a contribuição se tornou obrigatória apenas ao longo de 1949.
Esse selo, de cor azul, estreou exatamente em 1.o de dezembro; tendo dimensões de 12,75×21,48 milímetros, ou seja, metade dos selos comuns usados na época, que mediam 21,48×25,5, o que o faz num dos menores selos emitidos no mundo.

O “Notopfer Berlin” é um ícone da filatelia alemã. Em oito anos, mais de 20 bilhões de exemplares foram vendidos. Certamente não são raros, mas ainda despertam grande interesse atualmente, especialmente para os historiadores postais e aqueles que seguem as especializações.
Para marcar o 75.o aniversário de sua introdução, o Deutsche Post, juntamente com a Bund Deutscher Philatelisten (ou seja, a Federação de Filatelistas), emitiram o carimbo comemorativo que ilustra nossa postagem de hoje, em 1.o de dezembro último, na cidade de Bonn.
















