A Bpost, operadora postal belga, lançou um singular bloco filatélico dedicado ao estilista de chapéus Elvis Pompilio, disponibilizado ao público a partir de 24 de janeiro de 2026, com carimbo de primeiro dia colocado em circulação dois dias depois.

A emissão destacou-se desde o anúncio oficial pela forma pouco convencional do bloco, recortado para evocar a silhueta de uma cabeça com boina, solução gráfica que dialoga diretamente com a especialidade do homenageado e confere forte identidade visual ao conjunto.

A adaptação artística da peça filatélica ficou a cargo de Myriam Voz.

O bloco reúne cinco selos da classe nacional “2”, com valor facial total de 15,80 euros, integrando o programa filatélico belga como uma homenagem à trajetória criativa do estilista.

Nascido em 1961, em Liège, no seio de uma família de imigrantes italianos, Elvis Pompilio estudou artes visuais e abriu sua primeira loja em Bruxelas em 1987. Seus chapéus passaram a ganhar projeção internacional, sendo usados por celebridades, membros de famílias reais e, simbolicamente, eternizados agora em selos postais. Um de seus marcos criativos foi o chapéu concebido em 1986, produzido a partir de um único pedaço de tecido e sem costuras, que se tornou seu sinal distintivo e um objeto de culto no universo da moda. Após atrair a atenção de grandes casas, Pompilio decidiu, em 2002, encerrar suas lojas e seguir um percurso mais artístico e autoral, dedicando-se a projetos únicos e personalizados, tanto para casas prestigiadas quanto para clientes individuais.

Os cinco selos que compõem o bloco apresentam criações representativas de diferentes momentos de sua carreira. Um deles ilustra um chapéu com orelhas de coelho, criado nos anos 1990; outro traz um modelo em forma de cilindro, elaborado com um mosaico de fitas de palha e datado de 2020. Há também um selo com o retrato de Elvis Pompilio como homenagem a René Magritte, concebido em 2010, além de uma peça única criada em 2023 para o Manneken Pis e, por fim, um chapéu produzido em 2021 a partir de tecidos reciclados, provenientes de uma tenda de algodão infantil. O conjunto evidencia a diversidade estética de sua obra, o diálogo com ícones culturais belgas e a incorporação de preocupações contemporâneas, como a reutilização de materiais.
















