Entre a obsessão, a guerra e um amor proibido: “Precipício”, de Robert Harris (420 páginas, 22,00 euros), também fala de correio. Ambientado em Londres, no verão de 1914, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o romance acompanha Venetia Stanley, jovem aristocrata que mantém uma intensa correspondência e um relacionamento clandestino com o primeiro-ministro Herbert Henry Asquith (Henry Asquith), homem casado e décadas mais velho. Nas cartas apaixonadas que trocam quase diariamente, ele a informa sobre telegramas diplomáticos e assuntos de Estado de extrema reserva. Com o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand e a escalada das tensões na Europa, aquilo que poderia ser apenas um escândalo amoroso ganha contornos de segurança nacional, sobretudo quando ocorre um grave vazamento de documentos sensíveis. Designado para apurar o caso, o jovem agente Paul Deemer dos serviços secretos logo chega à conexão entre Venetia e Asquith e aos possíveis desdobramentos políticos do vínculo. Entrelaçando fatos históricos a uma narrativa de ficção, Harris constrói um thriller de alta tensão sobre traição, lealdade e obsessão, no qual a intimidade de um caso extraconjugal ameaça mudar o curso dos acontecimentos e expõe alguns dos segredos mais sombrios da política britânica.

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